Quem sou eu

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São Luís, Maranhão, Brazil
Eu sou um poema inacabado que ninguém nunca leu. Eu sou a paisagem daquele quadro que o pintor não terminou. Eu sou uma tarde quente de verão em que não choveu. Eu sou Aquele rio que secou Antes de alcançar o mar. Eu sou aquele sonho bonito que ninguém realizou. Eu sou a escultura quase perfeita que caiu da mão e quebrou. Eu sou aquela paixão gostosa que por medo, alguém sufocou. Eu sou o amor que alguém esperava mas nunca chegou. Eu sou metade do que eu desejava ser... o dobro do que eu nunca esperei!!!

11 de ago de 2009

Nostalgia...


Eu sinto saudade dos planos utópicos, de dar sem receber, de receber sem nem ao menos merecer. Das cartas apaixonadas, recheadas de exagero. Dos sonhos minimalistas, com casa de cerquinha branca. De se ter um referencial, de me apaixonar sem conseguir medir.

Da convicção no amor. Saudade de acreditar que em 2 pode-se mudar o mundo. De travesseiros molhados por insegurança e medos da perda. das noites insones...

De ser aquela mulherzinha clássica, de me alimentar de alguém. Saudade do fogo e dos ciúmes.

Da auto suficiência que existe quando se está apaixonado. Saudade de querer criar dialetos quando "eu te amo" torna-se pouco e comum demais.

De questionar se o meu muito, não está sendo pouco.

Da fé em algumas instituições.De crer piamente que posso encarar guerras e forcas por alguém que não seja eu.

Saudade de desconhecer o fato de que realmente sei andar sozinha. De depositar todas as certezas e sentidos da vida em outro. De não pensar primeiramente em mim. Saudade de um dos lados que desapareceu. Saudade de quando eu acreditava que tudo podia ser pra sempre. Saudade de alcançar as estrelas...
Como é bom sentir os velhos sabores de novo.

Antes eu não apreciava direito, com cuidado. Simplesmente colocava na boca e engolia, sem pensar se voltaria um dia a sentir aquele gosto. Era assim com o abacate amassado com açúcar, onde as atenções estavam todas voltadas para o Muppets Baby na televisão. Ou como os sapotis do sitio, “saboreados” junto com a água geladinha vinda direto do poço. E eu coloco aspas na ação porque eles eram simplesmente jogados para dentro do estômago. Como se fossem simples remédios para a gripe.

Naquele passado eu estava mais preocupada em me pendurar no galho mais alto antes dos meninos. Assim como a preocupação sempre foi maior com o que dizia a respeito em descobrir a cara da babá do Caco e da Pig; do que em ver se eu não estava comendo o caroço do abacate. Enfim, a questão aqui não é a salada de frutas.

Digo antes que alguém me ache louca e ainda venha me explicar que tudo isso eu posso encontrar no setor frutífero de algo que chamam de supermercado.O que sinto, e sinto muito, é que de fato a gente se acostuma a não sentir mais os gostos.

Troca o abacate por qualquer frutinha sem graça e com menos gordura vegetal. Evita goiaba para não ter prisão de ventre, no meio de outras milhares de negociações infelizes.

E o que começa na cozinha vai então se alastrando feito vírus e então tu te acostumas a não mais dar boa noite para os pais antes de ir deitar. Acostumas-te a não ter mais paixão na tua vida. A perder sem lutar. Acostumas com o fato de trabalhar feito escravo e ganhar um salário meia-boca.

Adapta-se com o estilo de vida medíocre que leva mesmo sabendo que tem potencial para algo melhor.

Tu te acostumas com os preconceitos e com as barbáries do mundo, sem mais questionar ou derramar lágrimas.

Tu te acostumas com o trânsito infernal e a ver crianças nas ruas. Jurou quando jovem que não se moldaria, mas hoje tu já te acostumaste a votar no político menos corrupto.

Tu te acostumaste com o gosto do refrigerante light. Com trocar o macarrão caseiro da tua vó por fast-food. Com usar salto alto só pra parecer mais elegante. Com dar e não receber.

Tu te acostumas a ter sempre a iniciativa quando a real vontade é não precisar fazer nada.

Acostumas a levar sempre a culpa pra evitar discussão.

Acostumas a engolir choro porque já cresceu.


E a gente se acostuma com os dias passando cada vez mais rápido e com a velhice chegando.


Então quando o fim da linha chega, tu te tocas que estava funcionando em modo automático esse tempo todo.

Aceitando, naturalizando, engolindo caroços e mais caroços. Tapando o sol com peneira e muito sal de fruta.

E eu não precisei ir para a cama de um hospital ou ter dias contados para perceber isso. Até porque esse não é um caso particular.

Eu vejo o mundo todo fazendo uma corrida às cegas.


Prendendo-se a coisas e situações sem sentido por convenção e comodismo. Vendo a vida passar sem ao menos passar a mão na bunda dela. Sem aproveitar o que de fato devemos receber e dar prazer. Simplesmente consentindo.

Eu vejo pessoas condicionadas e de mãos presas por chicletes.E pensar que esse quadro pode mudar não é nenhuma utopia.

Eu por exemplo, estou resgatando os tais velhos sabores.

Porque eu realmente havia esquecido como era ser a prioridade de alguém, de como era o abraço de pai,das pescarias...de pegar o carro e sair desbravando estradinhas de areia...sem destino...sem pressa...


E agora eu quero comprar uma piscina de plástico com desenhos azuis de ondinha e comer picolé de ameixa. E vou mergulhar nela como se esse fosse meu último mergulho, como se a água do planeta estivesse pra acabar amanhã. Quero chupar esse sorvete até sentir o gosto da madeira do palito, como se aquele sabor fosse uma edição limitada.


E aí sim, quando eu chegar no dia do meu juízo eu vou mandar que me levem porque aqui eu já fiz tudo o que pude e não pude.

Eu vou viver o que ainda posso intensamente, provando tudo quanto é tipo de fruta. Eu só vou concordar com aquilo que me convém, e na atual conjuntura, já não concordo mais com o tempo perdido e lamentação.


Eu estou indo ali escrever a melhor história.

Outono de ilusões...mas as folhas caem e depois tudo se faz novo!


Estar com você é como ter tudo e não ter nada. Em você eu encontro aquilo que mais preciso numa luta injusta contra o relógio. Porque hoje somos só raros momentos. Envolvidos de magia e desespero.
Ah meu amor, porque quando você levanta e eu vejo suas costas, tudo que era doce torna-se amargo. E eu vejo claramente em seus olhos a falta de disposição para mudar a situação.Você não cansou só de mim e do nosso relacionamento tortuoso. Você cansou do que via no espelho.Cansou de ter alcançado a perfeição e de tê-la perdido com a mesma facilidade.
Cansou de ter sonhos alcançáveis. Cansou de ser alguém regrado e que sofre como tantos outros. Você cansou da normalidade.E por fim quem te fez assim fui eu. Que usei moldes ideais para satisfazer e dar continuidade aos meus sonhos rosas de príncipes encantados.
Veja só que ironia... Agora aqui estou eu te desejando ainda mais no momento em que transforma-se em vilão.
Que me usas, me dobra, amacia e joga fora.
Quando viras minha alma ao avesso sem dó, nem piedade.Mas está tudo bem. Eu te entendo. Aceitar todas as culpas e visíveis falhas nunca foi tão fácil. Eu já não me importo em ser bruxa, monstro, um ser abominável desde que seja o teu.
Eu deixo tu brincares comigo, destruindo todos os meus conceitos feministas, até que eu não tenha mais joelhos para implorar. Até que minha tolerância vá para o inferno e eu te esqueça de vez....
Meu bem, ainda há tempo! Aproveite-se de mim e da minha momentânea falta de amor próprio. Os teus beijos vazios estão me preenchendo. Eu ainda estou fingindo acreditar nas tuas desculpas em não me atender. As tuas lágrimas maquiadas ainda me comovem.
Ainda resta espaço pra você e resquícios de fé por aqui. Ainda desejo intensamente você, que afinal sabe, quando quero algo vou até o final.E desculpa descobrir o teu segredo, mas eu sei que você também sabe que para nós nunca existirá o final.
Ele está salvo comigo. Eu prometo!

Aproveite esse outono...antes que as folhas caiam, esta estação é sua...a próxima não garanto mais...

7 de ago de 2009

Para rir um pouco...e sair do marasmo...


Poema de Mulher


Que mulher nunca teve

Um sutiã meio furado,

Um primo meio tarado,

Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou

Um fora de querer sumir,

Um porre de cair,

Ou um lexotan para dormir?

Que mulher nunca sonhou

Com a sogra morta, estendida,

Em ser muito feliz na vida,

Ou com uma lipo na barriga?

Que mulher nunca pensou

Em dar fim numa panela,

Jogar os filhos pela janela,

Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou

Para ter a perna depilada,

Para aturar uma empregada,

Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu

Uma caixa de Bis, por ansiedade,

Uma alface, no almoço, por vaidade

Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou

O pé no sapato para caber,

A barriga para emagrecer,

Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou

Que não estava ao telefone,

Que não pensa em silicone,

Ou que "dele" não lembra nem o nome?

Só as mulheres para entenderem o significado deste poema!

Estamos em uma época em que:

"Homem dando sopa, é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.

""Pior do que nunca achar o homem certo é viver pra sempre com o homem errado. ""

Mais vale um cara feio com você do que dois lindos se beijando.

""Enquanto o homem certo não aparece se divirta com o errado.

""Se todo homem é igual, por que a gente escolhe tanto?

""Príncipe encantado que nada. . . Bom mesmo é lobo-mau!

Que te ouve melhor. . .

Que te vê melhor. . .


E ainda te come! "